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Entrevista com as autoras CRISTIANE TAVARES E CARLA VIANA

conheça MAIS SOBRE O PROCESSO CRIATIVO POR TRÁS DO LIVRO "mEU AVÔ, PATRULHEIRO DA MADRUGADA" ESCRITO POR CRISTIANE TAVARES E ILUSTRADO POR CARLA VIANA.

1) Você disse que Meu avô, o Patrulheiro da Madrugada, seu livro de estreia aqui na Editora Tigrito, é uma história pra lá de especial, já que é baseada na história real de como o seu pai se tornou aviador. Conta pra gente, como surgiu a ideia de escrever sobre as aventuras dele?


Meu pai era um contador de histórias! E era aviador! Essa mistura mágica, envolvendo aventuras, lugares distantes, culturas diversas, foi um dos cenários de toda minha infância. Assim, ao mesmo tempo que me fascinavam as histórias novas que chegavam através dos voos que ele fazia, eu comecei a criar as minhas próprias narrativas. Guardava, porém, na memória, esse fato curioso sobre a realização de um sonho através de uma estratégia: para realizar seu desejo de tornar-se aviador, ele precisou de um plano de ação e de fazer sacrifícios. Eu esperava e acalentava o momento certo para criar um livro com essa história de mãos dadas com o ilustrador e com a editora, costurando minha emoção em um projeto cheio de confiança, talento – e divertido, como era meu pai! É meu livro de estreia na Editora Tigrito, um livro sobre família, e me sinto em casa.


2) Você conta que foi professora, coordenadora, psicopedagoga e contadora de histórias. Sua relação com os livros infantis surgiu ao longo de sua carreira nas salas de aula? O que te fez começar a escrever livros direcionados para o público infantil?


Minha relação com a literatura infantil surgiu um pouco antes da sala de aula, ainda estudante, quando comecei a adaptar histórias em peças de teatro para apresentar na escola. “A Bela Borboleta”, de Ziraldo, foi minha primeira aventura de adaptação de uma obra literária e acabei participando, durante muitos anos, de um grupo de teatro infantil, o “Faz e Acontece”, me apresentando, com outras professoras, em espaços culturais. A sala de aula foi fundamental para sentir a potência existente na palavra e na imagem dos livros infantis. Mergulhei sem medo na literatura infantil para, como professora, estruturar minhas aulas, como, como coordenadora, desenvolver projetos literários, e, como contadora, contar com ritmo, emoção e alegria as histórias que eu inventava e aquelas que me inspiravam.


3) Você tem autores favoritos que, de alguma forma, influenciaram sua escrita?


Minha fonte, dentre muitos escritores brasileiros, ainda é Ziraldo, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, todos influenciados por Monteiro Lobato, que também visito. Adoro os contos clássicos, tenho uma super queda por fábulas e é um gênero que aparece muito em minhas histórias. Tem tanta gente incrível escrevendo aqui e lá fora! Nos dias de hoje e antigamente. Quero todos que me impactam! Choro de emoção com Lisa Aisato na mesma intensidade que com André Neves. Minha escrita tem pitadas do que leio, vejo, vivencio. A sala de aula me enriqueceu de maneira profunda e é uma experiência que trago até hoje, determina ritmos, ideias, caminhos. É preciso perceber olhares, corações e movimentos que acontecem no momento exato em que uma história é contada. Nas crianças e nos adultos.


4) Meu avô, o Patrulheiro da Madrugada fala sobre sonhos, sobre amizade e sobre memórias que atravessam gerações. Qual o papel da literatura para crianças na discussão desses temas?


Tem um papel essencial! A literatura acolhe, abraça, acomoda sentimentos não revelados, inspira, empodera e é uma arena – ora segura, ora desafiadora – para o leitor ser protagonista. Cada vez que o leitor lê um bom livro, ele já não é mais o mesmo. De alguma forma, um detalhe, uma porção, fica nele para sempre. Por isso, temas que envolvem a vida como ela é, com dores, alegrias, surpresas, conquistas, frustrações, são tão importantes. No caso do Meu avô, o Patrulheiro da Madrugada, existem camadas sobre as relações familiares, sobre sonhos e desejos, sobre escolhas, sobre o amor e suas diferentes formas, sobre o tempo. Tempo que foi, o tempo de agora, o tempo que virá na vida de uma família – e sobre o que é e real na história de cada um de nós.

1) Você disse que Meu avô, o Patrulheiro da Madrugada foi especialmente desafiador. Quais foram os desafios que você enfrentou na criação das ilustrações (que estão maravilhosas)?


houve um trabalho muito grande de leitura, pesquisas, elaboração de sketches, teste de cores e muita conversa entre mim e Cris, este é um projeto muito pessoal sobre uma história real e com muitas camadas de informações, muitos personagens e isso torna o trabalho muito rico, mas, ao mesmo tempo, desafiador.

2) O que você diria que mais te inspirou mais na hora de criar as ilustrações?


Eu busquei inspiração nas conversas com a Cris, cada detalhe que ela contava eu ia fazendo um quebra-cabeça metal, me inspirei também na paleta de cores e cenas adoráveis do pintor Van GoGh, para as atmosferas das cenas do amanhecer.


3) Nós amamos as ilustrações! Qual é a sua ilustração favorita do livro? Por quê?


A página da festa quando as pessoas fazem um trenzinho é muito divertida, tem muitos personagens e coisas acontecendo, ela me faz rir, me sentir leve como se estivesse realmente em uma festa.

4) Meu avô, o Patrulheiro da Madrugada é um livro que fala sobre seguir seus sonhos, ainda que ninguém acredite ser possível. Então, conta pra gente, como começou a sua história com os livros infantis?


Eu sempre fui apaixonada pelas ilustrações em livros desde criança tanto livros de contos ou os didáticos que eu recebia na escola, eu tinha uma grande curiosidade de saber como elas eram feitas, como eram pensadas, e com os anos isso nunca morreu, pelo contrário a cada livro que faço eu me inspiro e tenho cada vez mais e mais ideias para o próximo.



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